SIMPA OCUPA A TRIBUNA POPULAR DA CÂMARA MUNICIPAL EM PARCERIA COM A COMUNIDADE ESCOLAR DA EMEF MARIANO BECKER E EMEF N. SRA. DE FÁTIMA E COBRA PERMANÊNCIA DAS TURMAS DE 6º ANO

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A Tribuna Popular da Câmara Municipal desta segunda-feira (08/12) foi utilizada pelo Sindicato dos Municipários e Municipárias de Porto Alegre (SIMPA) que convidou as comunidades escolares da Bom Jesus para denunciar o fechamento das turmas de 6º ano do Ensino Fundamental na Rede Municipal. 

Estavam representando o SIMPA as diretoras Fabiane Pavani, Marilia Iglesias, Tzusy Estivalet e o diretor Marcus Vianna. A ação serviu para a manifestação de cobrança do fechamento de turmas, diretamente aos parlamentares. 

Representando a comunidade escolar, as mães Patrícia da Silva e Marlise, além do professor Raul Dias, relataram as dificuldades enfrentadas pelas famílias com o fechamento das turmas. Destacaram que a medida ameaça a permanência dos jovens na escola, aumenta riscos de deslocamento e compromete a qualidade da educação municipal. O professor Raul Dias ressaltou que a manutenção do 6º ano na EMEF José Mariano Beck, comunicada pela SMED no início da manhã da segunda-feira, só ocorreu graças a forte mobilização da comunidade.

Após a fala na tribuna, a comunidade e a diretora Fabiane Pavani reuniram-se com o secretário-geral de Governo, André Coronel. 

No encontro, mães, o professor e a diretora do SIMPA reforçaram a solicitação para que o governo reveja sua posição revertendo este processo, preservando todas as turmas de 6º ano na rede municipal, reconhecida pela qualidade e inclusão.

A diretora Fabiane Pavani denunciou que o fechamento dos 6° anos prejudicará, em especial aqueles e aquelas estudantes que demandam adaptações curriculares e acompanhamentos específicos. Disse ainda que essa ação fragilizará toda uma rede de apoio, dificultando a efetivação da inclusão. Alertou que em vez de reduzir barreiras, o fechamento de terminalidades criará novas barreiras de acesso e aprofundará desigualdades entre os territórios da cidade.

A comunidade e o SIMPA frisaram que a transferência dos 6° anos para a rede estadual representa um retrocesso: amplia riscos no deslocamento, fragiliza vínculos territoriais, prejudica a organização das famílias, impacta na alimentação escolar e certamente irá estimular a evasão escolar.

O SIMPA reafirma que seguirá mobilizado para garantir que nenhum/a estudante seja removido/a de sua escola e seguirá na defesa do direito à educação pública de qualidade em Porto Alegre.

 

Veja a matéria da TVT aqui.

 

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