Violência na EMEF Leocádia: Simpa alerta para a falta de atenção com a educação pública

A soma do descaso com a educação e do ambiente de permissividade e estímulo à violência no qual vivemos fez mais duas vítimas nesta quinta-feira, 02/05, quando um estudante foi ferido por arma de fogo disparada por outro aluno, na Escola Municipal Leocádia Felizardo Prestes, na Vila Nova, Zona Sul de Porto Alegre.

 

Trata-se de mais um caso, como tantos outros que temos visto nos últimos meses, que escancara a falta que faz às nossas crianças, jovens e professores um projeto pedagógico capaz de promover o respeito, a cultura de paz e o desenvolvimento humano e sociocultural de nossos estudantes e das comunidades. O ocorrido também demonstra a falta de segurança com a qual servidores e alunos lidam diariamente nas escolas municipais de Porto Alegre que, em sua grande maioria, já não contam mais com a vigilância da Guarda Municipal.

 

A gestão Marchezan, rejeitada por mais de 86% da população, não investe em educação e sucateia nossas escolas; não desenvolve um projeto pedagógico – em parceria com os docentes e a comunidade escolar – capaz de responder às necessidades de nossos tempos; desrespeita professores e servidores deixando-os sem reposição da inflação há dois anos, parcelando salários, retirando direitos conquistados pela categoria e impondo uma política de assédio e de medo no funcionalismo; deixa estudantes sem aula por falta de professores e retira a Guarda Municipal do patrulhamento escolar para reprimir trabalhadores informais no centro da cidade.

 

Como se não bastasse o caos no âmbito municipal, sob o comando de Bolsonaro o Brasil como um todo mergulhou de vez num cenário grotesco em que a educação é cotidianamente atacada e desprestigiada, professores e universidades são criminalizados e no qual a violência é banalizada e estimulada como forma de oprimir e intimidar o próprio povo brasileiro e os movimentos sociais à revelia dos mais básicos direitos humanos.

 

O Simpa, mais uma vez, exige que o poder público tome medidas urgentes para mudar a forma como a educação tem sido (des)tratada no município e que a Guarda Municipal volte a estar presente nas escolas. Ao mesmo tempo, o Sindicato se solidariza com o estudante ferido, com o adolescente que disparou a arma – já que ambos são vítimas desse sistema cruel – e seus familiares e reafirma seu apoio à escola pública e aos profissionais que não se intimidam e lutam pela educação, mesmo em meio a tanta adversidade.

 

Direção do Simpa

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