
O Sindicato dos Municipários/as de Porto Alegre (Simpa) realizou, na noite da segunda-feira (30/03), a roda de conversa “Feminicídio e Lei Maria da Penha”. A iniciativa reuniu trabalhadoras/es, movimentos sociais e representantes de diferentes espaços de luta, reforçando o compromisso do sindicato no enfrentamento às violências de gênero.
A atividade foi conduzida pelas diretoras Fabiana Sanguiné, Flávia Fernanda e Silvana Conti, e contou com a participação de convidadas que contribuíram com importantes reflexões: a liderança comunitária do Quilombo Família de Ouro, Mãe Patty de Oxum; a advogada feminista do Simpa, Rubia Abs da Cruz; e a professora da Escola Monte Cristo, Márcia Losada apresentou as ações, organizadas por uma comissão de professoras, com as turmas e comunidade escolar, no mês de março.
Após as falas iniciais, foi aberto um espaço de diálogo e troca entre as pessoas presentes, fortalecendo a construção coletiva e o debate crítico sobre a realidade enfrentada pelas mulheres. A atividade contou com grande participação de mulheres, incluindo demais diretoras do Simpa, e também com um número significativo de homens, presença também importante, já que o enfrentamento à violência de gênero exige conscientização e responsabilidade de toda a sociedade.
Ao final, foi realizada a leitura coletiva de um manifesto, marcando a inauguração do Banco Vermelho, símbolo de memória e denúncia das vítimas de feminicídio e parte de uma campanha internacional de combate a essa violência. O momento reforçou a importância da organização coletiva e da luta por justiça.
O encontro ocorreu em um contexto alarmante: o Brasil segue entre os países com maiores índices de feminicídio, e os casos continuam crescendo, inclusive no Rio Grande do Sul, acompanhados pelo aumento de outras formas de violência de gênero. Para o Simpa, o feminicídio é expressão de um sistema que naturaliza desigualdades e autoriza violências. Diante disso, o sindicato reafirma a necessidade de políticas públicas efetivas, fortalecimento da rede de proteção e responsabilização do Estado.
A atividade integra a campanha permanente do Simpa contra todas as formas de opressão às mulheres.
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