Simpa apoia movimento em defesa da Cinemateca Capitólio pública

CINEMATECA

A luta contra a terceirização e privatização de espaços e equipamentos públicos tem sido uma das principais frentes de atuação do Simpa. Por isso, o Sindicato apoia o movimento em defesa da Cinemateca Capitólio, cuja administração Marchezan quer contratualizar.

 

Para o Simpa, o patrimônio público – de todas as áreas e esferas da administração – deve ser preservado e fortalecido por meio de políticas que garantam o acesso da população a estes bens. Com a cultura, não poderia ser diferente.

 

A terceirização de equipamentos culturais inverte essa lógica. O funcionamento do local passaria a ser determinado conforme os interesses privados e de acordo com a lógica da busca pelo lucro, o que pode resultar na cobrança de ingressos com valores inacessíveis ao povo, cuja renda tem diminuído, levando à mercantilização e à elitização do acesso.

 

Por isso, além de estar presente no protesto realizado em frente ao Capitólio no sábado, dia 07/02, o Simpa assinou carta aberta em defesa da cinemateca pública, que também teve a adesão de outras entidades, além de diversos artistas, produtores e agitadores culturais, intelectuais etc.

 

Após recordar a história da Cinemateca – única sala de cinema de rua da capital gaúcha, inaugurada em 2015, vinte anos após o encerramento das atividades do Cine Theatro Capitólio –, a carta aberta ressalta que “na atual administração municipal, deparamo-nos com uma política que abdica da gestão pública direta dos serviços e equipamentos em favor da entrega dos mesmos à gestão privada, seja empresarial, seja de organizações não governamentais, sob o pretexto de carência de recursos financeiros e falta de eficiência”.

 

E mais adiante complementa: “No caso específico da Capitólio, preocupa-nos que o processo irá interromper uma gestão que está cumprindo com êxito suas metas e atendendo aos interesses da sociedade e das funções culturais para as quais foi criada”.

 

Por fim, a carta pede a interrupção do processo de contratualização e que sejam abertos espaços de debate sobre a política cultural do município.

 

 

Leia abaixo a íntegra da carta aberta assinada por personalidades do todo o Brasil e acompanhe as redes do Simpa e da Associação dos Amigos da Cinemateca Capitólio

Carta Aberta Oficial Capitólio

 

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