REAJUSTE DO NOVO PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO É BEM MAIS QUE UM ATO SIMBÓLICO

ARTE PISO

Em relação ao aumento de quase 15% no índice do Piso Nacional do Magistério anunciado na noite desta segunda-feira (16/1) pelo Ministro da Educação, Camilo Santana, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) considera uma decisão extremamente importante para os rumos do país.

A iniciativa é uma demonstração evidente das diferenças e das prioridades do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao seu antecessor. O aumento não pode ser visto como uma iniciativa pontual. Pelo contrário, o que se espera deste governo é que este não seja um ato isolado e sim o primeiro de uma série de tantos outros investimentos nas mais diversas áreas. Assim como, espera-se que o governo municipal respeite este reajuste e valorize as professoras e os professores municipais, bem como as demais categorias que venham a ter o aumento do piso.

O Simpa compreende que o reajuste também é uma decisão repleta de simbolismos em relação à ideologia, às prioridades, às políticas públicas e à visão de sociedade do atual governo. Se o legado deixado por Bolsonaro está relacionado à liberação do porte de armas e aos cortes nas verbas para educação, saúde, assistência social, pesquisa e ciência, por exemplo, cabe ao presidente Lula apontar para um horizonte completamente diferente.

Neste contexto, o anúncio feito pelo ministro Camilo Santana não é importante apenas por se tratar de bandeira política histórica defendida pelo campo progressista e popular. Para além dos símbolos, é preciso compreendermos que o reajuste do Piso Nacional do Magistério tem consequências práticas do ponto de vista da educação e da transformação social do Brasil.

Sabemos que entidades patronais e gestores públicos atuam para não aplicar o piso das categorias nos estados e municípios. Esta situação é enfrentada não apenas por professores, mas também por profissionais da enfermagem em todo território nacional. O compromisso do Simpa é permanecer na luta pelo cumprimento da lei do piso e cobrar do governo Melo um posicionamento em relação à valorização dos salários de todas(os) que trabalham na área da educação, assim como toda a categoria municipária e suas mais diversas áreas.

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