
A Prefeitura de Porto Alegre encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei que autoriza a contratação temporária de 188 profissionais da saúde para a Operação Inverno de 2026. A medida inclui enfermeiros, técnicos em enfermagem, farmacêuticos, biomédicos, entre outras funções essenciais.
Para o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), a iniciativa evidencia mais uma contradição da gestão do prefeito Sebastião Melo. Mesmo diante da falta de profissionais na rede pública, a Prefeitura insiste em vínculos precários, ignorando concursos vigentes e trabalhadores já aprovados aguardando nomeação.
A justificativa de falta de recursos e limites com gastos de pessoal não se sustenta. Porto Alegre nunca teve índice tão baixo de comprometimento da receita com a folha dos municipários. Ainda assim, a gestão não fortalece o quadro efetivo.
O modelo adotado, com mais de 85% das unidades de saúde terceirizadas, aprofunda a precarização do trabalho e compromete a qualidade do atendimento. A alta rotatividade e a instabilidade dos contratos impactam diretamente a população.
O cenário também se relaciona à data-base, marcada por salários defasados e ausência de reposição das perdas. Diante disso, o Simpa defende que as vagas sejam preenchidas prioritariamente por concursados e cobra a realização de novos concursos para recompor o quadro funcional.
Para o Sindicato, a valorização do serviço público passa pela contratação efetiva, garantindo continuidade, qualidade e respeito aos trabalhadores e trabalhadoras da saúde.
O Simpa seguirá mobilizado, exigindo a chamada imediata dos concursados e o fim da precarização promovida pelo governo Melo.
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