Nota de repúdio contra violência sofrida por manifestantes durante ato na SMS

O Simpa, o Cores Saúde, o Conselho Municipal de Saúde (CMS), os conselhos distritais de Saúde, o Fórum em Defesa do SUS, a Associação dos Servidores do GHC e ASSMS vêm a público manifestar seu repúdio aos atos de violência contra servidores(as) e usuários(as) do SUS que protestavam pacificamente na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre na tarde da última segunda-feira (20).

 

Na ocasião, manifestantes se reuniram no pátio da SMS para protestar contra o processo de terceirização dos equipamentos públicos de saúde, que vem sendo realizado pelo prefeito Sebastião Melo, e para solicitar reunião com o secretário Mauro Sparta para tratar dessa questão e do remanejamento de servidores resultante da entrega dos serviços à iniciativa privada.

 

Próximo do término do ato, realizado de forma pacífica e sem tumulto, quando representantes das entidades presentes negociavam data da reunião com o assessor do secretário, um apoiador de Bolsonaro, insatisfeito com a protesto, começou a jogar água quente e mostarda sobre os e as manifestantes de um dos andares da sede. Na sequência, o indivíduo desceu do prédio e começou a provocar e xingar participantes, dirigindo-se especialmente a mulheres negras que participavam do ato. Além disso, desferiu chutes e pontapés contra as mesmas. O Simpa registrou Boletim de Ocorrência sobre o caso. Vale destacar que chama atenção o fato da SMS manter tal servidor entre seus quadros, uma vez que o mesmo já tem histórico de comportamentos desse tipo.

 

Para as entidades acima citadas, tais reações – que foram isoladas, partindo de apenas um indivíduo assumidamente bolsonarista – além de violentas, têm caráter fascista, machista e racista. São manifestações típicas de setores que se fortaleceram nos últimos anos a partir da ascensão da extrema-direita que chegou ao poder com Bolsonaro e que buscam intimidar e destruir movimentos sociais e militantes que se contraponham ao seu projeto de poder.

 

Ao mesmo tempo, as entidades se solidarizam com as lutadoras e lutadores do povo que, a despeito das mais variadas tentativas de intimidação crescentes na sociedade contra aqueles que defendem direitos, igualdade e democracia, seguem firmes em sua jornada pela transformação do Brasil num país justo e solidário, que valorize os serviços públicos e garanta direitos à sua população.

 

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