Na Marcha Zumbi e Dandara, Simpa pede união para enfrentar governos que destroem o país

 

O Simpa marcou presença, mais uma vez, na Marcha Independente Zumbi e Dandara, realizada em Porto Alegre neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Centenas de pessoas se concentraram no largo Glênio Peres para manifestação que reuniu diversos movimentos sociais e sindicais e percorreu algumas das principais ruas do centro.

 

Primeira marcha realizada sob o governo autoritário de Bolsonaro, as falas das lideranças ressaltaram a necessidade de união para fortalecer a resistência e a luta contra o racismo, o genocídio da população negra, contra Bolsonaro e os governos de Leite e Marchezan, em defesa da democracia, da igualdade e por justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes.

 

Dados do Atlas da Violência e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram a dura realidade vivida pela população negra, explicitando a urgência de se enfrentar o racismo estrutural. A cada 100 pessoas assassinadas, 75 são negras, grande parte jovens. A chance de um jovem negro ser assassinado é 2,7 vezes maior do que um branco. E 75% das vítimas de intervenções policiais são negras. Mais de 60% das vítimas de feminicídio entre 2017 e 2018 eram negras. Elas também são a maioria das mulheres estupradas e agredidas. Além disso, a população negra representa 64% dos desocupados e 66% dos subutilizados.

 

O Simpa, que tem lutado contra o racismo e o desmonte do serviço público que tanto afeta esta fatia da população, foi representado pelas diretoras Luciane Pereira e Daniela de Almeida. Falando em frente ao Paço Municipal, Luciane ressaltou os ataques de Marchezan que atingem diretamente a população negra. “Ele quer privatizar o Mercado Público; quer fechas EJAs colocando nossa juventude fora da escola; quer fechar vagas de ensino técnico e médio no Sarandi; quer fechar a escola Emilio Meyer; quer terceirizar postos e retirar o acesso da população às políticas públicas. Isso afeta principalmente quem? A população negra. Isso é racismo institucional porque retira da população negra o acesso ao bem público”.

 

Luciane destacou ainda a solidariedade aos servidores do Estado e aos professores em greve contra o governo Leite, lembrando que “os projetos de Marchezan, Leite e Bolsonaro são contra o povo brasileiro, contra a população negra, contra os homens e mulheres trabalhadores deste país. É preciso que marchemos unificados para derrotar esse governo! Unidade contra o fascismo!”.

 

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