Municipárias amanhecem em marcha pelo Dia Internacional da Mulher

 

Em defesa da democracia, contra as reformas Trabalhista e Previdenciária e todo tipo de violência de gênero, as municipárias amanhecerem em marcha, neste Dia Internacional da Mulher, em Porto Alegre. O #8M, em referência a oito de março, começou com uma marcha das mulheres do campo e da cidade, saindo da Rodoviária até a Praça da Matriz. A marcha denunciou o golpe que precariza o trabalho no País, principalmente para as mulheres trabalhadoras. Ao passar em frente à Prefeitura Municipal, o movimento realizou um grande escracho ao prefeito Marchezan Júnior.

 

“Aqui estão as mulheres contra os retrocessos, a retirada de direitos, o desmonte do serviço público, a venda do mercado público, o desmonte da assistência social, a falta de políticas públicas. O governo Marchezan é incompetente. Não responde as necessidades do povo de Porto Alegre e governa de costas para a população. Ele quer vender as escolas, quer impedir a população de acessar as políticas públicas. Fora Marchezan!”, afirmou a diretora geral do Simpa, Luciane Pereira.

 

O Simpa e as trabalhadoras reivindicam justiça no País. O golpe consumado em 2016, com o impeachment da presidenta legítima Dilma Rousseff, mergulhou o país numa profunda crise política, institucional, econômica e social. “Sobraram para o povo os efeitos do desemprego, da redução drástica dos programas de combate à desigualdade, da emenda constitucional que acaba com os investimentos públicos por 20 anos, do fim da política de valorização do salário mínimo, da reforma trabalhista, do aumento da desigualdade e da violência, da intervenção no Rio de Janeiro, além da proposta de reforma da Previdência, entre tantos outros ataques concretizados ou em curso”, lamenta Luciane.

 

A marcha seguiu pelo centro, até chegar em frente ao Palácio Piratini, onde as mulheres denunciaram, também, o desmonte do estado promovido pelo governo José Ivo Sartori, através da tentativa de viabilizar um regime de recuperação fiscal que prevê a privatização dos serviços e fundações e atacando o funcionalismo com a política de parcelamento de salários.

 

As mobilizações do 8M seguem, hoje, pela tarde:

15h – assembleia de mulheres, na esquina democrática.

17h – ato unificado com caminhada. Concentração no Largo Glênio Peres.

Tags: 8M, DiaDaMulher, simpa

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