Juliana Brizola reafirma posição do PDT contrária à reforma da previdência

A deputada estadual Juliana Brizola (PDT) emitiu nota, em resposta à coluna de Rosane de Oliveira, publicada no jornal Zero Hora desta quinta-feira (10), na qual rechaça as insinuações relativas à posição do partido sobre a reforma da previdência.

 

Na coluna, a jornalista aborda reunião ocorrida na sede da Prefeitura de Porto Alegre, nesta quarta-feira (9), entre representantes do governo de Sebastião Melo e de algumas associações ligadas a setores do serviço público municipal na qual teria sido selado um pacto entre as partes em torno da reforma da previdência.

 

Ao tratar de tal “acordo”, a coluna insinua que o “caminho natural” da posição adotada pelos dois vereadores do PDT — Márcio Bins Ely, presidente da Câmara, e Mauro Zacher, contrários aos projetos da reforma — seria “alterada”. Em resposta, Juliana Brizola informa: “o PDT já se posicionou oficialmente contrário ao projeto de Reforma da Previdência Municipal. Saliento que qualquer mudança de posicionamento com relação à matéria apenas será feita mediante nova reunião de executiva que não tem previsão e, na nossa opinião, nem motivo para ocorrer”.

 

Cabe destacar que o Simpa, entidade que de fato representa toda a categoria municipária, não participou da citada reunião, nem assinou nenhum pacto e tem sido sistematicamente alijado, pelo governo, de qualquer possibilidade de diálogo. Em todos os momentos em que teve oportunidade, o Simpa foi enfático em reafirmar sua posição contrária à reforma da previdência, que é totalmente desnecessária, penaliza e retira direitos dos servidores e servidoras e compromete a aposentadoria.

 

Na mesma linha adotada pelo sindicato, a Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre (Astec) se pronunciou sobre o mesmo tema, esclarecendo que “não assinou nenhum acordo com a Prefeitura para aprovação da reforma da previdência” e que o pacto “assinado por algumas entidades é danoso aos servidores, aposentados e pensionistas”.

 

Leia abaixo, ou clicando aqui, a íntegra da nota emitida pela deputada estadual Julliana Brizola:

 

Resposta à Coluna Rosane de Oliveira, da GZH, publicada na data de hoje

 

No intuito de responder a coluna, informo que o PDT já se posicionou oficialmente contrário ao projeto de Reforma da Previdência Municipal. Saliento que qualquer mudança de posicionamento com relação a matéria apenas será feita mediante nova reunião de executiva que não tem previsão e, na nossa opinião, nem motivo para ocorrer.

 

Isto porque, como parlamentar e representante da executiva nacional do PDT, recebi, na tarde de ontem, documento assinado por inúmeras entidades sindicais que representam a imensa maioria dos servidores municipais. Entidades essas que não reconhecem legitimidade na propalada mesa de negociação do governo, pois sequer foram chamadas para a mesma. No documento fica claro que, embora com as emendas de redução de danos, as entidades que subscrevem continuam taxativamente contra a reforma da previdência.

 

A reforma proposta pelo governo municipal espelha os rumos nebulosos do projeto de Bolsonaro e Guedes e o fechamento de questão por parte da direção nacional do PDT, naquela ocasião, deu o claro recado à população brasileira de que lado estamos: ao lado do povo trabalhador.

 

O protocolo revanchista do PLCE 018/20, que propõe elevar a alíquota previdenciária, ocorrido imediatamente após o anuncio do PDT contra a reforma, demonstra os caminhos tortuosos e as chantagens de um governo que prometeu exatamente o inverso: diálogo e conciliação com o serviço público.

 

Temos ciência que algumas entidades sindicais ainda estão negociando com o governo. Entendemos essas ações como legítimas, uma vez que todas as emendas que vierem a reduzir os danos são bem-vindas neste momento tão grave, mas uma questão precisa ser respondida: iremos, enquanto agremiação partidária, nos submeter à essa chantagem?

 

Diante deste cenário de pura ameaça, agravado por 5 anos sem reposição da inflação e uma iminente redução salarial de 8% dos servidores da ativa e, ainda, a taxação dos aposentados e pensionistas, torna-se claro o caminho que o PDT deve tomar: dizer um NÃO rotundo a reforma da previdência municipal.

 

Quanto as manifestações dos governistas, ressaltamos que não integramos a base. Aliás, nunca discutimos o possível ingresso no governo. Portanto, não tememos qualquer ameaça, o PDT é um partido limpo e idôneo, e se filiados estão ocupando cargos no governo estão por conta própria. Isso não compromete, nem de longe, qualquer posicionamento do PDT quanto a um tema tão caro para nós trabalhistas.

 

Deputada Estadual Juliana Brizola

 

Tags: #ReformadaPrevdênciaNão, Reforma da Previdência

Mais notícias

DIRETORA DO SIMPA DEFENDE POLÍTICAS DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES DURANTE ATIVIDADE COM MINISTRO GUILHERME BOULOS

A diretora do Simpa, Silvana Conti, participou nesta sexta-feira (19/6)…

SIMPA ENTREGA ESTUDO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO DMAE PARA MINISTRO GUILHERME BOULOS, DURANTE ATIVIDADE EM PORTO ALEGRE

Diretores do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) participaram…

PANFLETAGEM NO LARGO ZUMBI REFORÇA LUTA PELA REPOSIÇÃO SALARIAL E DEFESA DO DMAE PÚBLICO

Na última terça-feira (16/06), municipários e municipárias realizaram uma panfletagem…

TV SIMPA