FALTA DE BIOQUÍMICOS NO HPS COLOCA ATENDIMENTO DE URGÊNCIA EM RISCO

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O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) alerta para uma situação grave no Hospital de Pronto Socorro (HPS): a falta de profissionais no laboratório, especialmente bioquímicos, está comprometendo diretamente o atendimento de urgência e emergência e pode colocar vidas em risco. Apesar de solicitações já realizadas pelo sindicato, pela direção do HPS e pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o Comitê Municipal para Gestão de Despesas de Pessoal (CMDP) do governo não autorizou, na última análise, a nomeação de novos profissionais bioquímicos – cargo farmacêutico – profissionais essenciais para a realização e análise de exames laboratoriais.

Risco real para pacientes
Atualmente, há turnos, especialmente à noite, em que há apenas um técnico de laboratório. Em alguns períodos críticos, como o Carnaval ou em dias de grande demanda (como jogos de futebol), em que sequer há bioquímico disponível. Essa ausência tem impacto direto em casos graves, como:

  • Infarto
  • Envenenamentos
  • Picadas de cobra ou escorpião
  • Situações críticas na UTI adulta e pediátrica

Embora técnicos/as e enfermeiros/as possam realizar a coleta de sangue, somente o bioquímico pode fazer a análise. Sem esse profissional, protocolos clínicos, que muitas vezes exigem exames seriados, ficam comprometidos. O atraso no diagnóstico significa atraso no tratamento correto, aumentando o risco de sequelas e até morte. A situação afeta inclusive crianças internadas.

Quando não há bioquímico no HPS, a alternativa tem sido enviar amostras para análise no HMIPV, via transporte terceirizado. Esse processo aumenta significativamente o tempo de resposta dos exames, um fator crítico em situações de urgência.

Defasagem de pessoal
A falta de recursos humanos atinge toda a rede municipal. No entanto, no caso do laboratório do HPS, a situação é ainda mais crítica, há um déficit de 36%. No total, atualmente, são 7 servidores/as, quando o mínimo necessário seriam 11 profissionais.

Decisão política que afeta vidas
A não reposição de profissionais é uma escolha do governo municipal. Hoje, o gasto com pessoal está abaixo de 40%, quando o limite legal previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 51%, o que demonstra que há margem para contratação.

A presença de bioquímicos no laboratório do HPS não é luxo ou privilégio, é o mínimo necessário para garantir atendimento seguro e de qualidade à população usuária do SUS. O sindicato seguirá denunciando a situação e cobrando providências imediatas do governo municipal.

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