EMEF Monte Cristo usa o grafite para ressignificar o ambiente escolar

 

Para quem não lembra, no ano passado, a fachada da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Monte Cristo, localizada na Vila Nova, Zona Sul, foi alvo de uma série de pichações violentas e misóginas que atacaram a comunidade escolar como um todo e deixaram os professores e professoras muito preocupados com a falta de segurança. Meses depois do ocorrido, a escola lançou um projeto para ressignificar o episódio, pintando os muros da com arte e muita cor.

 

Foto: Mariana Pires

Por iniciativa da arte-educadora e coordenadora cultural da escola, Daniela Coletti, a direção convidou o grafiteiro CeloPax, 34 anos, de Porto Alegre, para desenvolver um projeto de arte urbana com os estudantes.  Os professores realizaram, por 3 meses, uma pesquisa no universo do artista, possibilitando que os alunos mergulhassem no trabalho de Celopax e criassem releituras de suas obras em desenhos com caneta hidrocor,  lápis de cor, giz de cera, pintura em balões e jogos pedagógicos.

 

O resultado deste projeto pode ser conferido na tarde desta segunda-feira (13/1), nos corredores da escola. Para encerrar com chave de ouro, CeloPax desenvolveu um grafite para pintar toda a fachada da EMEF Monte Cristo, enchendo o muro de cor e imaginação. “Resolvemos desenvolver um projeto que resgatasse a autoestima da escola através do grafite”, explica Daniela.

 

Entretanto, a nova fachada também celebra os 25 anos da EMEF Monte Cristo a ser comemorado em 2020, “como prova de resistência através da arte e da cultura, mesmo em tempos que recebemos cada vez menos recursos públicos para este tipo de iniciativa”, afirma a arte-educadora . Para este projeto acontecer, foram usados recursos da comunidade escolar, como as  vaquinhas e brechós realizados ao longo do ano.

 

PROJETOS E OFICINEIROS

Ao longo dos seus 25 anos, a EMEF Monte Cristo teve vários projetos desenvolvidos com oficineiros e professores. “Esses projetos sempre foram uma cultura da Rede Municipal de Educação, mas foram destruídos pelo governo atual. Atualmente, não temos recursos humanos e financeiros para eles”, lamenta Daniela.

 

CeloPax lembra que foi na escola pública onde teve os primeiros contatos com a arte urbana e que a arte pode abrir um outro mundo para os jovens. “Quando eu estou ali pintando, acho que o mais legal é estar dividindo com eles e mostrando que a arte é um caminho”, explica o artista.

 

Para ele, a arte já tem um histórico de luta e, neste momento, cumpre um papel de resistência. “Todas as escolas que venho trabalhando carecem muito de incentivo financeiro para contratar uma pessoa, mas não é por causa desse bicote das gestões que os artistas vão deixar de fazer seus trabalhos. É uma resistência poder fazer isso por conta e pintar, mesmo que o momento não esteja tão propício para isso”, finaliza o grafiteiro.

 

 

Confira vídeo com CeloPax:

 

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