
A diretora do Simpa, Silvana Conti, participou nesta sexta-feira (19/6) da abertura da 24ª edição do programa “Governo do Brasil na Rua”, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. O evento contou com a presença do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, além de parlamentares e movimentos sociais.
Representando a União Brasileira de Mulheres (UBM) e um fórum de entidades pelo fim da violência de gênero, Silvana entregou ao ministro um documento com propostas de prevenção e um exemplar do gibi Lei Maria da Penha na Escola, ferramenta pedagógica contra o machismo e o racismo.
Em um forte pronunciamento na tribuna, a diretora deu visibilidade aos alarmantes índices de violência de gênero no Rio Grande do Sul e criticou duramente a postura do governo estadual.
“O feminicídio é a expressão mais brutal do patriarcado. Não surge do nada. É resultado de uma cultura que naturaliza a violência”, destacou Silvana. “Em menos de seis meses, mais de quarenta mulheres foram assassinadas no RS. As maiores vítimas são as mulheres negras, expressão da articulação entre patriarcado, racismo e desigualdades.”
Silvana cobrou a responsabilidade do governador Eduardo Leite frente à crise de segurança que afeta as gaúchas:
“É inadmissível que o Governo do Estado ainda não tenha aderido ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, do Governo Federal. A não adesão representa uma grave omissão diante da realidade vivida pelas mulheres gaúchas. Enquanto mulheres seguem sendo assassinadas, o RS permanece fora de uma das mais importantes estratégias nacionais.”
A dirigente concluiu reafirmando que o combate à violência exige investimento público, autonomia econômica para as mulheres e o fortalecimento da educação nas escolas: “A prevenção salva vidas”, finalizou.
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