DIA D@ ASSISTENTE SOCIAL – Pandemia expõe sofrimento da política pública essencial de assistência social

Dia de 15 de maio é dia de luta por valorização da classe profissional d@ assistente social. Em muitas manifestações públicas, de cientistas a oportunistas políticos, é dado o alerta de que a sociedade não será como antes após a pandemia do coronavírus (CoVID-19), que a solidariedade e a preocupação com o bem estar do outro e do planeta está se disseminando como forma de enfrentamento à doença. Em muitas pessoas, com certeza. Para os assistentes sociais, esse é um compromisso assumido na direção de um projeto societário, justo, igualitário e emancipador e uma defesa das políticas públicas como instrumento de acesso a garantia de direitos.

 

PORTO ALEGRE NA CONTRAMÃO DA ASSISTÊNCIA

Infelizmente, o governo Marchezan vem na contramão do que prevê a Lei Orgânica de Assistência Social, a Política Nacional de Assistência Social e o SUAS – Sistema Único de Assistência Social. Porto Alegre pede socorro, e os assistentes sociais, junto com os colegas da Saúde e demais serviços essenciais, padecem também. Estão são Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para preservar suas vidas, expostos em locais de trabalho insalubres e sem as mínimas condições de atendimento digno à população. Preocupação e sofrimento marcam o cotidiano d@ assistente social porque o governo também não deixa a cidade sem os seus Equipamentos de Proteção Social.

 

Marchezan abandonou as regiões da cidade que concentram as populações mais vulneráveis, reduzindo unidades de saúde e de assistência, fechando abrigos, acabando com a oferta de programas essenciais para muitas famílias. Terceiriza serviços e incentiva a precarização do trabalho, transformando trabalhadores em usuários da assistência.

 

Na Capital, a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) estima, em seus relatórios, que há cerca de 4 mil pessoas em situação de vulnerabilidade nas ruas. É por estas pessoas e por diversas comunidades de Porto Alegre que os assistentes sociais fazem eco dos pedidos de socorro que vêm das esquinas e bairros da cidade. Em resposta desumana, Marchezan manda lacrar as torneiras públicas, impedindo a mínima ação de higiene; não paga as empresas terceirizadas da Fasc, deixando pessoas sem renda e os equipamentos públicos sem manutenção; suspende o funcionamento do único restaurante popular em uma cidade com cerca de 1,5 milhão de habitantes (IBGE); fecha abrigos públicos para as pessoas em situação de rua.

 

De forma perversa, o prefeito acirra o sucateamento da assistência social, diminuindo o quadro de profissionais concursados, sucateando equipamentos e ignorando com firme propósito o ordenamento do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

 

Hoje é mais um dia de luta. E as muitas mãos que fortalecem o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) estão dadas e erguidas em defesa das trabalhadoras e dos trabalhadores da assistência social.

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