
Em uma tentativa de calar a nossa voz, o Simpa não foi chamado para a reunião de transição da atenção primária em saúde, realizada na última segunda-feira na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Enquanto diversos sindicatos e entidades de classe foram convidados pela gestão municipal para tratar da troca da empresa gestora das coordenadorias Leste e Norte, o Simpa não foi avisado.
Entretanto, Marília Iglesias, diretora-geral do Simpa, estava no prédio da SMS no momento da reunião, percebeu a movimentação e exigiu a participação para garantir a representação no espaço.
Durante a reunião, o Secretário de Saúde tentou justificar a troca da empresa alegando uma suposta crise financeira no município, utilizando dados da Secretaria da Fazenda. O Simpa rebateu imediatamente a narrativa apresentando o estudo do DIEESE, que revela a verdadeira situação das finanças de Porto Alegre. Denunciamos que o argumento é uma tentativa nítida de mascarar o avanço do desmonte da saúde pública e a única saída é a reestatização imediata da atenção básica.
O cenário apresentado na transição é alarmante para as trabalhadoras e os trabalhadores que atuam nas regiões Norte e Leste. A nova empresa gestora dos contratos, o Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG), assumirá as coordenadorias aplicando um ataque severo: uma tabela divulgada confirma cortes salariais que chegam a até 60%.
Esse achatamento destrói as condições de vida das trabalhadoras e dos trabalhadores, além de provocar uma debandada na rede com diversos desligamentos voluntários, e a consequente precarização no atendimento à p0opulação.
O Simpa segue acompanhando de perto os desdobramentos junto com o Conselho Municipal de Saúde (CMS), prestando assessoria à entidade. Não aceitaremos o desmonte da nossa saúde e nem a precarização da vida de quem cuida da nossa cidade!
Pela defesa de um SUS 100% público, estatal e de qualidade!
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