
Em reunião virtual realizada na noite da última segunda-feira (29/06), o CORES Educação do Simpa reuniu cerca de 50 trabalhadoras e trabalhadores para debater a grave crise na rede municipal de ensino. Cumprindo orientação da última Assembleia Geral, o Cores compartilhou relatos contundentes que evidenciam o profundo desrespeito da administração do prefeito Melo com a categoria.
Entre as principais denúncias apresentadas pelos/as trabalhadores/as estão a absurda proposta de reajuste de apenas 4,26% no vale-refeição (1 cacetinho por dia), as péssimas condições de trabalho nas escolas e o avanço da institucionalização do assédio moral promovido pela GEDUC. Para os/as presentes, o cenário exige uma resposta firme contra o abandono e a violência direcionados aos serviços públicos de Porto Alegre.
Diante disso, a maioria defendeu a necessidade da construção de um dia de greve.
Um amplo calendário de mobilizações foi
aprovado para ampliar a resistência nas comunidades:
– Greve e Mobilização: Realização de consulta nas salas de professores para mapear a adesão à greve e participação na Assembleia Geral do dia 30/06;
– Diálogo com a Comunidade: Circulação de carros de som nos bairros denunciando a privatização do sistema de ensino, o congelamento salarial frente ao aumento do salário do prefeito, e o assédio sofrido pela categoria;
– Saúde Mental e Formação: Organização de rodas de conversa presenciais sobre assédio moral e saúde mental nas escolas, além de debates sobre inclusão (com a Atempa) e fiscalização do FUNDEB;
– Ações Culturais e Comunicação: Lançamento de um Festival de Charges, produção de materiais baseados no recente estudo do DIEESE e campanha “Em Defesa dos Projetos Pedagógicos da Rede”.
A defesa da educação pública e da dignidade da nossa categoria exige a coragem de cada educadora e educador de Porto Alegre.
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