Comunidade promove abraço à escola Liberato contra fechamento de matrículas

 

Após a Prefeitura de Porto Alegre anunciar o fechamento de matrículas para o Ensino Médio e Técnico da EMEB Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, no bairro Sarandi, a comunidade local iniciou mobilização em defesa das matrículas, culminando em um abraço simbólico à escola, na tarde desta quarta-feira (22/5). O abraço contou com professores, pais, alunos, lideranças comunitárias e até vereadores, que estavam unidos pelo movimento #SomosTodosLiberato. A direção do Simpa prestou apoio e esteve presente.

 

Ao mesmo tempo em que acontecia o abraço à escola, por volta das 14h, o secretário municipal de Educação e o professor doutor da EMEB Liberato, Paulo Sérgio da Silva, travavam um debate no programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. Enquanto o secretário mantinha a posição de fechar as matrículas, pois a oferta do ensino Médio e Técnico da educação é atribuição constitucional do governo do Estado, o professor defendeu a manutenção das vagas pela garantia da responsabilidade social da Prefeitura.

 

Paulo Sérgio lembrou que o Estado está quebrado para simplesmente transferir para ele esta demanda e apelou para que a Prefeitura seja solidária e mantenha a gestão do ensino Médio e Técnico. “A gente entende que o ensino Médio não é responsabilidade da Prefeitura, mas também ela não é proibida de administrar. Assim como o Ensino Fundamental não é responsabilidade do Estado, mas ele assume”, disse o professor.

 

Segundo o diretor geral do Simpa, Jonas Tarcísio Reis, Marchezan nega duplamente o direito à educação. Primeiro, busca retirar o meio passe estudantil, impedindo o transporte do aluno e agora, quer retirar as matrículas de jovens. O Sindicato dos municipários luta em defesa do ensino público de qualidade e pela permanência do Ensino Médio e Técnico no bairro Sarandi, visto que todas as escolas da região que ofereciam os módulos já fecharam. Para o Simpa, o prefeito está atacando a cidadania ao impedir o direito de 600 jovens de estudar. “Não podemos deixar que a falta de matrículas jogue jovens para a criminalidade. Vamos juntos dizer sim à educação e não aos cortes!”, diz Jonas Reis.

 

O movimento em apoio à Liberato teve início no começo do ano e vai continuar. Graças à mobilização da comunidade, a Prefeitura anunciou que manteria as matrículas para o próximo semestre. No entanto, não está garantida a continuidade dos cursos para os próximos anos. #SomosTodosLiberato

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