
O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA), em conjunto com a Associação dos Servidores do Hospital de Pronto-Socorro (ASHPS), oficiou nesta semana a direção do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) para solicitar esclarecimentos e providências sobre mudanças no funcionamento do refeitório da instituição e sobre os valores descontados mensalmente dos trabalhadores a título de alimentação.
O documento encaminhado pelas entidades trata do memorando que altera os horários do refeitório e modifica o funcionamento das catracas de acesso. Conforme o comunicado, não haverá mais responsável pela supervisão das catracas, o que significa que servidoras e servidores que estiverem sem crachá não conseguirão acessar o refeitório e, consequentemente, poderão ficar sem realizar suas refeições durante o plantão.
Além da preocupação com o acesso, o SIMPA também questiona o modelo de cobrança adotado no HPS. Atualmente, municipárias e municipários que trabalham em locais com refeitório recebem R$ 640 de vale-alimentação, valor já descontado em R$ 160 mensais em relação ao benefício integral de R$ 800. O desconto é fixo, independentemente do número de plantões realizados ou do efetivo uso do refeitório.
A situação difere do que ocorre em outros grandes hospitais, como o GHC e o Hospital de Clínicas, onde o desconto é feito por refeição consumida, mediante registro com o crachá na catraca, com valores aproximados de R$ 1,62 a R$ 1,98 por almoço. No caso do HPS, mesmo servidoras e servidores que realizam cerca de 13 plantões mensais e que, em um modelo por consumo, teriam desconto significativamente menor, seguem arcando com o valor fixo de R$ 160.
Outro ponto levantado pelas entidades diz respeito à qualidade e à regularidade do serviço oferecido. Há relatos de falta de opções adequadas para trabalhadores vegetarianos, ausência de itens como ovos em determinadas ocasiões e insuficiência de lanches noturnos, o que faz com que parte da equipe fique sem alimentação, especialmente aqueles que, por organização do serviço, se dirigem ao refeitório na segunda etapa de intervalo para que as unidades não fiquem desassistidas.
O SIMPA também questiona o fato de o desconto continuar sendo aplicado mesmo durante períodos de férias ou de licença para tratamento de saúde, quando o trabalhador não está utilizando o refeitório.
Diante desse cenário, o Sindicato busca abrir diálogo com a direção do HPS para debater a revisão dos valores cobrados, a forma de desconto e a melhoria na qualidade do serviço prestado, garantindo condições justas e dignas às servidoras e aos servidores que atuam no hospital.
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