
Foto: Fernando Antunes/CMPA
Direção do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre acompanhou a sessão da Câmara Municipal na tarde desta quarta-feira (21/8). Na pauta, estava prevista a votação do Projeto de Lei da Mordaça. No início da sessão, o vereador Robaina apresentou um requerimento à mesa para a suspensão da tramitação do PL da Mordaça, argumentando a sua inconstitucionalidade. Durante o primeiro projeto da pauta, uma polêmica gerada por manifestações entre as vereadoras Nádia e Mônica, resultou na retirada de quórum da bancada governista e a suspensão da sessão. Com isso, o projeto da Mordaça não foi votado e deve retornar para a pauta na próxima semana. Assim que houver a confirmação, o sindicato vai chamar a categoria para comparecer na Câmara Municipal e se manifestar pela liberdade de cátedra.
A direção do Simpa ressalta que a matéria é de competência da União e foi reapresentada pelos vereadores da base do prefeito Sebastião Melo, que, ao invés de se preocuparem com a censura dentro das escolas, deveriam se preocupar com corrupção na SMED, a valorização dos professores e trabalhadores da Educação, a estrutura das escolas, a qualidade do ensino na Rede Municipal e as condições para o acesso e permanência dos estudantes nas escolas.
Acompanharam a sessão pelo SIMPA as diretoras Cindi Sandri e Bete Charão, e os diretores João Ezequiel e Edson Zomar. Também estavam presentes a Associação dos Trabalhadores/as em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa) e a Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD).
Histórico:
Apresentado em 2016 e suspenso pela Justiça em 2019, após ação do Simpa, o projeto de autoria do ex-vereador Valter Nagelstein, intitulado “Escola Sem Partido”, teve a votação anulada, por não ter sido precedida de Audiência Pública. Em 2021, o STF considerou a matéria inconstitucional. No entanto, a vereadora Fernanda Barth (PL) pediu o desarquivamento do projeto, que voltou a tramitar. No dia 2 de julho, foi realizada Audiência Pública virtual pela Câmara Municipal.
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