EDUCAÇÃO COLOCA O BLOCO NA RUA E DENUNCIA O ABANDONO DAS ESCOLAS MUNICIPAIS

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O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) realizou, nesta quinta-feira (19), o primeiro ato da Educação em 2026, unificado com a  juventude da União Estadual dos Estudantes (UEE), marcando o início da mobilização da categoria neste ano e da nova gestão da direção. A atividade teve como foco dialogar com a população sobre a real situação das escolas municipais neste começo de ano letivo. A concentração ocorreu no Paço Municipal, no Centro da cidade. De lá, municipárias, municipários, estudantes seguiram em caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa, em frente à sede do Simpa. O ato também contou com a presença de outras entidades de trabalhadores, movimentos sociais e de parlamentares da cidade. 

Com batucada, bandeiras, palavras de ordem e faixas, o ato chamou a atenção de quem circulava pela região central. Um carro de som acompanhou a mobilização, onde diretoras/es e educadores/as do sindicato, assim como representantes estudantis denunciaram à comunidade as condições enfrentadas nas escolas: obras inacabadas com aulas acontecendo, falta de água, ausência de banheiros em condições adequadas, mato alto e precariedade estrutural.

Estudantes também denunciaram o aumento da passagem do transporte público municipal, anunciado pelo prefeito Sebastião Melo. E protestaram contra o aumento e em defesa do passe-livre no transporte público, garantindo a efetivação do direito constitucional de livre locomoção das pessoas.

Durante o trajeto, municiparias e municipários distribuíram panfletos à população de Porto Alegre, reforçando que a luta não é apenas da categoria, mas de toda a cidade. Os materiais e as falas destacaram o descaso do prefeito Sebastião Melo e do secretário de educação, Leonardo Pascoal, com a educação pública, com os profissionais da área, com estudantes e suas famílias. Também foi denunciada a tentativa de mercantilização da educação e a necessidade de fortalecer a Gestão Democrática, a inclusão e o caráter público e socialmente referenciado do ensino municipal.

O ato reafirma que 2026 começa com mobilização. A Educação colocou seu bloco na rua para dizer que não aceitará retrocessos e seguirá em luta por condições dignas de trabalho e por uma escola pública de qualidade para todas e todos.

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