
A cada 6h uma mulher é morta no Brasil e, a cada 6 minutos, uma mulher é estuprada. Em 2024, foram registrados 1.492 feminicídios, o maior número desde que o crime foi tipificado (2015), sendo 63,6% das vítimas mulheres negras. Apenas nos 2 primeiros meses de 2026, mais de 19 feminicídios já ocorreram no RS. O Brasil também lidera o ranking de assassinatos de mulheres trans e travestis no mundo.
Feminicídio é o assassinato de uma mulher por ser mulher, expressão extrema da desigualdade de gênero e da violência machista estrutural. Enfrentar essa realidade exige medidas concretas: ampliação de casas-abrigo, delegacias especializadas 24 horas, investimento em educação para igualdade de gênero e políticas efetivas de proteção e autonomia das mulheres. Enquanto a violência cresce, os investimentos diminuem. Desde 2024, o orçamento executado pelo Ministério das Mulheres chegou a R$ 36,6 milhões, o que corresponde a R$ 0,33 por mulher ao ano. No RS, dos R$ 3 milhões destinados à Secretaria da Mulher em 2025, apenas 6,7% foram executados. Em Porto Alegre, o prefeito Melo tenta a desocupação de casas de proteção e vetou parte do projeto que institui auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência.
Grande parte da categoria municipária é composta por mulheres, que enfrentam a violência e também a desvalorização, com 33,38% de déficit salarial.
O Simpa reafirma seu compromisso com a pauta e convoca a categoria para o ato do dia 8 de março: concentração na Ponte de Pedra, às 9h30, com caminhada até a Praça do Aeromóvel.
Chega de violência. Basta de feminicídio!
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