
O dia 31 de março de 1964 remete a um dos capítulos mais sombrios da história do Brasil. O golpe civil-militar deu início a uma ditadura que se estendeu por mais de duas décadas. Foram anos de repressão, censura, perseguições, torturas e assassinatos — um regime de terror contra trabalhadores e trabalhadoras, movimentos sociais e toda voz que ousasse resistir.
Os “anos de chumbo” deixaram marcas profundas. A violência de Estado foi institucionalizada, direitos foram suprimidos e a democracia foi esmagada. Relembrar essa data é mais do que memória: é um compromisso para que esses crimes nunca mais se repitam.
Mas os ecos desse passado seguem presentes. A tentativa de golpe nos atos de 8 de janeiro de 2023 mostra que as ameaças à democracia persistem. O avanço do bolsonarismo e o crescimento de movimentos de extrema direita e tendências fascistas no mundo reforçam a necessidade de vigilância e mobilização permanente.
Defender a democracia é uma tarefa cotidiana, que exige organização e compromisso com os direitos do povo. Iniciativas como o Grupo Tortura Nunca Mais e a Comissão Nacional da Verdade mantêm viva a memória e a luta por justiça.
Para o SIMPA, reafirmar o “Ditadura Nunca Mais” é defender os serviços públicos, os direitos das trabalhadoras e trabalhadores e a soberania dos povos. Não há democracia sem valorização do serviço público.
Neste 31 de março, reforçamos: memória, verdade e justiça são fundamentais. Contra o fascismo e qualquer tentativa de golpe, seguimos em luta — pela democracia, pelos direitos e por um futuro digno para todas e todos.


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